Ouvia ali perto, o rio Piracicaba.
Vento forte, no cume da dor,
era prédio que tombou à altura.
Veio-me outro vento com força,
hoje lembrei dos meus olhos… 

Que escorrendo em dor,
fizeram-se rio, de lágrimas.
O inchaço neles causado,
teu beijo a intensidade atrasou
Beijolhos; que coisa linda!
Me abençoou…

Depois da cheia, no rio Piracicaba,
haverá sempre uma estiagem…
Ave-nenhuma terá repouso?
Lembrarei, ainda assim, das flores
margeando meu sorriso; eu rio.

fevereiro, 2017.
Andréia Maressa
Para Puke

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