Dizem cada coisa absurda sobre o amor… Mas o que é o amor? Eu também nem sei… Ando notando que mostram mais do que vivem. 

Viver o amor é coisa perfumada, dessas que o cheiro vem nas narinas e na mente, logo após cruzar avenida Tiradentes… – Afinal, o que estamos fazendo ali? De onde vem aquele cheiro? 

De todas as perguntas a resposta mais difícil é o amor. Amar é sinônimo de doar. E o tempo, ninguém quer dar. 

Gastam-se horas criando álbuns, planejando casamentos, educando filhos e arrumando camas… Poucos dias e segundos são investidos numa boa cosquinha ou num tapinha na bunda pra arrancar um sorriso à toa… 

Amar solenemente, diplomaticamente: “Oi”, “Bom dia!”, “Ok”, “Depois nos falamos”, “Agora estou ocupada”, “Tchau”, “O jantar está na mesa”… Amar desafetuosamente, com a ponta dos dedos, cuidadosamente. 

Amar sem cessar – Dura e complicada essa tarefa. 

Sobra à sombra fresca um cansaço de entrega, esforçada, de quem já não achou mais motivos e beleza. Dor e fuga da des-companhia. 

Amar já não se sabe. Amar é baixa, pouca coisa. E por acaso…como aqui parar viemos?

Andréia Maressa da Silva
São Bernardo do Campo, 09 de Janeiro de 2017. 

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