depois da verdade

O que será que me dá? 
Que me consome por dentro?
E que me brota a pele,

Me sobe as faces
faz corar? 
De quentura tal,  
faz o peito queimar
Aperta e faz doer.

Não haveria como ser diferente
Logo a verdade se estenderia
tendo frios ataques de epilepsia
E bem sabia, que indiferente não ficaria!

O que será…que será?
Que dá dentro de mim e não devia…?
Que desacata a gente,
feito uma aguardente que não sacia…?
todos os meus nervos estão a rogar
todos os meus órgãos estão a clamar

Hoje você é quem conta
Do homem que tanto lhe disse…
Mas já sabia que o homem que diz
Não é!

me salta aos olhos a me atraiçoar
não tem mais jeito de dissimular
A verdade está aqui a se desvelar

Coitado de quem vai, 
– não vou mais! 
Que eu não sou ninguém de ir
em amor que só em mim  dói.

Vai, vai…! Sofrer e chorar, 
Por alguém que não lhe mente!
Que isso que te dá, 
É o homem que diz, 
e não dá,
porque quem dá mesmo,
não diz.
Bem sabias,
que ele mentia
e agora clama
em gritaria
arrependendo-se 
do que já sabia!

não é direito ninguém recusar.!
me faz mendiga, me faz suplicar… 
não tem medida, não tem remédio,
não tem receita e não pode curar?

Não. 

E nem nunca terá?

Não.  

20160514_175629

Andréia Maressa
Rio Claro, 09 de julho de 2016. 
Músicas utilizadas na composição dos versos:  “Canto de Ossanha” e “O Que Será (À Flor da Pele)”

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