Eu te via ali da frente de onde eu discursava; lá no fundo… E por mais que deteste a mim, eu já imaginava por que sorria enquanto me via. Eu te fiz sentir o que é ser livre. Eu gostaria muito de fazê-la sentir-se assim para sempre. Mesmo não sendo tua amiga, gostaria de tomar-lhe as chaves que estão em tuas mãos, abrir as correntes que prendem os teus pés e, pelas ruas, afora, ver o teu saltitar. Com  sorriso ainda maior do que esse agora.

Desde o nosso último encontro nenhum passo foi dado por você. Ainda permanece no mesmo lugar onde te deixei. Ótimo! Assim fica mais fácil interceder por você, Deus te localizará com maior facilidade em meio a essa massa homogênea de rostos que se repetem. Sim! Intercederei por você e pelo seu medo de ser livre… Quem sabe não lhe faz dar grande salto, mesmo acorrentada…?

Pois certo, chega de bobagens, vim lhe contar sobre o Medo e a Liberdade.

O medo deve ser nosso principal aliado. Devemos senti-lo e tê-lo em certa profundidade. Em nosso corpo, em nossa mente, em nossa alma… Do que você tem medo?!… Você sabe?…Aproxime-se deles! Dos medos… Conheça as facetas desse prisma… Que é através das irradiações desse medo, que saberemos onde deveriam abrigar-se as nossas motivações para liberdade. Sim, sim…O medo é corajoso! Ele se dispõe a ser enfrentado, por mais que não nos permita sentir-se também nesse estado. Mas o enfrentamento é só nosso. Por nós mesmos…Imagine como uma boa amizade, permitindo-lhe um pequeno desafio. Por isso, venha! Não te demores, e não tenha medo do medo! Conheça-o. Então ele vai mostrar a que veio. E você, certamente, saberá o que fazer depois.     

A liberdade, é o próximo passo. Você não a sente tão presente nem a conhece. Ela é um pouco mais tímida e discreta… Vai tomando o lugar do medo, a medida que você está gastando tempo com ele. Conhecendo-o. Eu sei que você almeja e beija com os olhos a minha liberdade… Querendo-a, sugando-a, amando-a… Minha cara! Tenha a sua própria! Não minta para si nem para mim; você não deve perder o medo, como dizem por aí…Ele faz parte desse enredo. E está longe de ser o vilão. E temo eu, que perde você em não conhecê-lo.

Não me digas, por favor!,  que gostaria de ser livre como sou… Por que não sou; – estou! É que no percurso, como lhe falei,  não deixei nenhum medo! Ainda se abrigam acima ou abaixo de cada desejo. E é capaz que me voltem ou se soltem, para que eu torne a dialogar com eles. Saiba você que é isso muito demorado, mas agraciado… !E que jamais poderia eu doar todo esse percurso pra você. 

Não há mais o que falar… Estaria eu de novo aqui, a discursar. Permita-me apenas lhe re-apresentar este seu velho conhecido: O Medo. Converse com ele, e fale sobre seus principais desejos. Ele lhe mostrará alguns caminhos, e lhe garanto!: A Liberdade há de chegar e seus desejos hão de se cumprir. Minha cara, desejo apenas é que seja feliz! E por fim, nos vemos por aí…


Maio, 2016
Andréia Maressa

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