tão pouco

às vezes que parece que preciso de tão pouco pra saber o tanto que passa você. um olhar, um gesto, uma respiração, por fim, ainda mais absurdo,  basta apenas a tua presença.  e ainda nem nos conhecemos. prazer, eu sou andréia maressa. estive aqui observando-te todo esse tempo.  

tua presença fria, seca e morta, carrega essa vida tua. vida esta que é também minha, aliás, nossa. sabemos bem o que é estar vivo. talvez por isso sei, só de olhar, o que é isso que está você a passar. 

em cada mesa um homem vazio, esvaziando um copo. preenche-o com bebida…melhor do que tentar achar razão para a tal da vida. 

às vezes que parece que sei de tão pouco sobre o tanto que acontece. sou tão pequena nesse mundo vasto. e no universo então? o que  é que sei? percorri tantos caminhos, mas tão longe estou de chegar em qualquer que seja o fim. e ainda nem conheço o meu vizinho. não haveria como dar satisfações ao mundo inteiro de quem sou eu, o que eu fiz e tão pouco do que quero fazer. pois há tanto o que conhecer!

lá fora está frio, seco e silencioso. a noite carrega uma certa melancolia. será uma frente fria? eu não sei. é bom estar aqui. debaixo do edredom. talvez por isso, sei tão pouco. quase não saio.

em cada esquina deve haver uma resposta, uma nova. preenchemos nossas inquietações com respostas… melhor do que ter a vida vazia.

 

20151119_152001

Andréia Maressa
Rio Claro, maio de algum ano. 
Para tanta gente …

 

 

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