Silêncio sofrido

Quando calado, me sinto atordoado. 
AR – fados!
medo
cá – lado! cá -lado!
rolo pela cama.
-Calaboca, porra!
Vozes
Quando a angústia me abraça
SUS – piração!
quente 
mente insana e fervilhosa
-Preciso dormir!
Atroz
Quando já ninguém me pode ouvir
Grit – EI!
desnudo
olhei aquilo, 
não gostei. 
Me vi. 
E ainda assim, ninguém ouviu
e, claro, 
tão pouco viu. 

Andréia Maresa
Rio Claro, 07 de Janeiro de 2016. 

Para Flávia e Granola. 
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