Fones de ouvido

Que o fone de ouvido
adentre em você,
e me deixes saber,
que estás à se fuder,
com essa cera toda
entalada,
Nessa obsessão fria e calculada.
Sai dessa sua jogada!,
porque com você
não falo mais calada!
A música parou faz tempo;
a nota quem dou sou eu!
Eu grito, eu explodo,
e morro, se precisar!
Ah!, mas dessa vez tu vai notar!
não me vem fazer calar,
que eu estou a te espreitar.
Te vejo de longe,
sigo teus passos,
e sei cada ato,
pois você é manjada,
assim como a coalhada.
Entrou fresca e saiu azeda.
Mas não é porque vives das sedas,
que não vai sentir minha falta.
Eu sou tão alta,
quanto esse seu som.
Alivia esse tom,
e me ouve:
Você tá fazendo mal!
E eu no seu lugar,
parava pra pensar…
que se é pra sair de algum lugar,
é desse pedestal…
Orgulho ferido,
não torna ninguém vencido.
Mas se for pra perder,
quem perde é você!
Que não quer nem ver,
porque na certa vai perceber,
que também tem o que escutar.
Tira esse fone de ouvido
e vem cá!
Tenho muito pra falar.
eu de fone

Andréia Maressa
Rio Claro, data incerta. 
Para você que foge dos problemas…

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