Sutiã amarelo

Do topo da árvore, daquela
Avistava a sua janela
Confesso que ali subi
Achando que irias partir.

Meu peito ardia em chamas,
Pensando em você, nas roupas e na cama.
Você se preparando para dormir,
e eu ali, escorada a te assistir.

Ainda usa aquele sutiã amarelo?!
Já não falei que ele é muito singelo?
Pois foi aí que tive vontade de rir!
Mas, não…assim iria me descobrir!

Não se foi, então, como prometeu…
Pelo menos não dorme mais naquele breu!
Ficou com medo do escuro…?
É, agora não tem mais seu escudo; eu.

Bom, só passei pra avisar,
que não adianta tentar;
para daquela peça amarela se livrar,
só eu mesmo te fazendo tirar.

sutiã amarelo

Andréia Maressa
Rio Claro, 2º Sarau Coletivo pARTs, 21 de julho de 2015.

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