O dia em que tentaram roubar meu sapato na balada

Inspirado num episódio registrado na agenda de uma grande amiga.

Estava se divertindo como todos os outros. Bebia tudo que lhe ofereciam. Estava linda, vestiu-se como princesa. Era uma princesa!
Seus belos sapatos novos, comprados especialmente para a festa, mantinham-na firme no chão, davam-lhe a confiança de que era a mais bela naquele espaço.
Subiu ao palco desfilou e de longe viu um potencial ladrão de sapatos. Desesperou-se. Aquele bandido miserável pouco se importava com o que sentiria a moça ao perder aqueles sapatos que a fincavam no chão.
Evitou olhar nos olhos, passar perto dele e ouvir suas conversas com outras garotas que também tinham belos sapatos.
Mas de nada adiantou. Quando se deu conta tinha lhe roubado o chão, e não os sapatos.
Lá estava o ladrão que tanto amava beijando outra mulher.
A princesa não queria correr, porque não existia chão. Não queria falar, pois ninguém a escutaria. Não queria desviar os olhos, pois as lágrimas escorreriam.
Foi flutuando pra casa, certa de que não tinha feito bom negócio comprando aqueles sapatos.

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Andréia Maressa da Silva
Rio Claro, 14 de setembro de 2013.

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